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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Extremo eu


Eu vivo de extremos

No limite

Do ódio

Do amor.

Eu persigo

Faminta

Lobo selvagem

O nunca e o sempre

E por isso

Acabo prisioneira

Do meio

Do quase

De tudo aquilo

Que tenho pavor...





domingo, 17 de janeiro de 2010

Aspas: curtas, desnudas, profundas.... Palavras lançadas, encontradas aqui, perdidas dentro de mim...


Pensamentos vagos, curtos, largos... Meus... Devaneios, verdades contraditórias. mais um de meus mil e um pedaços...


“Vivo intensamente todas as minhas emoções. Acusam-me de ser demasiada passional, dizem que sofro demais... Realmente. Sofro bem mais que os outros. E acho um preço justo a ser pago por quem tem o privilégio de desfrutar também em totalidade da alegria, quando essa lhe bate a porta.”
"De todos os erros que já cometi, só me arrependo daqueles que não compensaram o deslize."
“Aquele que for capaz de renunciar um desejo, verdadeiramente sente apenas uma medíocre vontade. “
"Se soubermos relevar, renascer, sem ódios, sem rancores, teremos certeza de que não foi agreste a nossa aposta. Muitas vezes é deixando as bagagens pela estrada que tornamos nossa caminha mais leve. As vezes é preciso aprender a abandonar, perder, para então ganhar."
“O mais difícil na convivência humana, é que muitas vezes não estamos dispostos a nos calar, e menos dispostos ainda estão os outros a nos ouvir – ainda mais quando se tratam de verdades.”
“A convivência com semelhantes é demasiadamente tediosa. Tem que haver diferenças, mas na medida que despertem admiração e até mesmo espanto, jamais a perigosa fúria ou a humilhante piedade.”
“A sabedoria plena consiste em subir infinitos degraus. Os dois primeiros que almejo são os degraus do silêncio e o da prudência. O do silêncio para resguardar os sentimentos e pensamentos que não pretendo (ainda que por hora) compartilhar com terceiros. E o da prudência para transformar o desconhecido em (quase) previsível e as ações em atitudes ao invés de rompantes. Quando me vejo tão distante de alcançar esses degraus, o que me consola em minha tolice emocional, é a convicção de que posso não ter (de fato) começado a percorrer essa vereda rumo a sabedoria, mas reconheço-a. E as mudanças são estabelecidas basicamente em três etapas: reconhecimento de sua necessidade, desejo de transformação e ação. Visto isso, só me falta o terceiro (e mais difícil) passo.”
Bárbara Romanelli

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Seu Caminho

Esse texto não é de minha autoria, e sim de uma pessoa muito querida e sensível. Meu amigo, Ricardo Araujo. Ele me enviou esse texto despretenciosamente em uma de nossas conversas no M.S.N. (Mal Socialmente Necessário, rsrs!) e achei tão oportuno e cabível ao que sinto neste momento que vou dividí-lo com vocês.



Seu Caminho


Quando as folhas caem no jardim
Anunciam o futuro que já chegou.
O tempo passa e nada é ruim
O céu ainda é cinza, mas a chuva já passou.

No fim da rua me encontro em silêncio
Perdido no mundo dos meus pensamentos.
A luz se apaga e o sol toca o chão,
O escuro clareia minha inspiração...

Quem nunca passou a noite em claro?
Pensando em um amanhã que já passou?
Já não entende que algo está errado.
Quero ficar só, e me encontrar em uma nova canção.


Ricardo Araujo

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Inspiração



Já não tenho tanta inspiração. Faz tempo que não me entrego as palavras. Mas eu precisava disso. Para aliviar meu coração. Dizem que os escritores se inspiram motivados por suas emoções. Sempre acreditei nisso. Até agora. Estou transbordada de sentimentos. Que vão do amor a dor, passando pela saudade... Motivada pela esperança, receosa com o futuro, conformada com o pouco... Sentimentos definitivamente não me faltam. Como poderia faltar emoção para alguém tão passional quanto eu? Talvez me falte inspiração por estar sendo consumida, esgotada pela incerteza. Quando vou aprender que não se pode ter certeza de nada? Ou melhor, quando vou aceitar? Com seu jeito prático e seguro de sempre, ele me pediu calma. Então, eu finjo ter paciência. E mesmo agora, em meio a madrugada vazia, onde tudo o que me falta é teu cheiro, teu sabor... Quando até o meu corpo me pede calma, minha alma não pára. Desassossega meus sentidos e faz dos segundos, horas sem fim. E o pensamento não consegue vagar, esquecer... Faço planos para nosso reencontro que se aproxima. Imagino cenas... Feho os meus olhos para ver os dele. Escrevo textos desqualificados... Invento, fantasio, sonho... E o que eu espero dele? Ora, o que esperam todos os corações inquietos: Amor. Somente amor.