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terça-feira, 4 de março de 2008

Meu Nada



Meu Nada


Esqueci-me de teu sabor.
De seu perfume não me recordo.
Não mais o amo.
Nem tão pouco o odeio.
Simplesmente nem o sinto.
Raramente lembro de ti.
São lembranças rápidas
Que passam em fuga.
Não me importa saber onde está.
Prefiro nem saber com quem.
Mas quero que saiba que você passou.
Que não penso mais em você ao me deitar.
Que não sinto sua falta.
Ora, ora!
Quão pueril ainda posso ser?
Tão indiferente...
Que ainda perco meu tempo,
Jogo fora meu talento.
Dedico-te meus versos...
Justo pra você?
Que não é nada!
O nada que ainda me ocupa espaço...


Bárbara Romanelli